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filosofias de banheiro

Um blog de uma pessoa que está sempre cercada de gente, mas mesmo assim se sente sozinha e talvez por isso goste de escrever sobre o que pensa e o que faz... Na verdade é uma válvula de escape pra um coração tão complicado...





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Quinta-feira, Julho 26, 2007


não tenho o folheto da sua oração.
nem o sangue do seu milagre.

sua água benta.
desce queimando.

quantas doses?

o café mais amargo.
a bebida mais forte.
o veneno mais lento.
a loucura mais doce.

fé em ti.
eu tenho.

só isso que eu tenho.

.
Ana
.

posted by Digão at 09:50
Senta no troninho e pensa!

Segunda-feira, Junho 18, 2007


Eu avanço com meus estudos. Mas contrariamente às minhas iniciativas, minha visão focaliza tudo aquilo que não sei, que não aprendi. Tenho a ma sensação de não progredir muito. De fato a produção de conhecimento e extensão de cada assunto não permitem assimilação total. Contudo, essa não é minha desculpa. Eu peco por não ir a fundo, por deixar para a ultima hora, pelo comodismo e pelo maldito domínio do sistema. Alias, este ultimo me é o mais perigoso: descobrir falhas, saber manipular, venda não pelo valor, mas pela imagem... Não quero mais isso! Mas como deixar o barco?

O "point de rencontre" não se aplica para ambições, desejos e deveres. E isso bagunça ainda mais aquelas cartas que já estavam demasiadamente embaralhadas. O jogo? Pela conjuntura atual, eu diria buraco. Mas eu quero pedir truco! Quero gritar, duvidar, agregar valor àquilo que tenho. Nada dificil, se eu não tivesse um lado introspectivo. E assim continuo sob a mesma condição...

posted by Digão at 09:01
Senta no troninho e pensa!

Sábado, Junho 09, 2007


Minhas ideias estão mais claras. Minhas ações mais concretas. Ha tempos não me sentia no bom caminho. Mas o mar de rosas também tem espinhos... Meu silencio esta mais forte. Minha contradição esta mais intensa. E eu ando... Porque é dificil ficar parado.

Muitas coisas dependem exclusivamente de mim, mas a maioria, não, não depende so de mim. Ainda bem que não. E bom não ter plena responsabilidade... Mas a boa vontade alheia, pode fazer convicções em pedaços. Como jogar com tudo isso? Quais consequencias assumir?

E aquelas linhas do Drummond, aquelas palavras da Ana, aqueles recados no Orkut... Tudo isso que não se calava, chegou agora também à minha cabeça. Meus olhos brasileiros se enjoam da Europa.

posted by Digão at 18:17
Senta no troninho e pensa!

Quarta-feira, Junho 06, 2007


Durmo sentado
Isso é um insulto
Insulto a quem inventou o "deitar"
Insulto a um trabalho que pede pra acabar
Insulto a um corpo que deseja repousar

Durmo pra sonhar
Trabalho pra sonhar
Sonho pra viver
Vivo por... vivo por... por...
Eu já não sei
Mas continuo
Sonhando, sorrindo, suando

Querer fazer poder
Poder fazer querer
Fazer poder querer
Querer poder fazer
Fazer querer poder
Poder querer fazer

Permutações
Mutações
Ações
Eu

posted by Digão at 08:47
Senta no troninho e pensa!

Quarta-feira, Maio 30, 2007


Chove!
Pingos grossos escorrem na janela.
Queriam entrar...
Apenas o vento consegue.
Entra violento e tudo congela...
Ja não preciso de cortinas:
A cidade luz esta sombria!
Ruas desertas, vazio!
Pessoas vazias, deserto!
O café não esta quente o suficiente.
Tampouco forte.
Eu também ja não o sou.
E meu pobre abajour...
Cria mais sombras do que ilumina.
E essa chuva...
Fraca, fria, incômoda. Incomoda.
Apenas acentua o desespero.
Desespero este, de falar do tempo.
Pois não ha mais nada a se dizer.

posted by Digão at 12:54
Senta no troninho e pensa!

Sexta-feira, Maio 25, 2007


- Peço-lhe que me cure do desespero.
- Desespero? Que tipo de desespero? Não vejo nenhum desespero.
- Não na superficie. Ali pareço viver uma vida satisfatoria. Mas, sob a superficie, reina o desespero. O senhor pergunta que tipo de desespero? Digamos que minha mente não me pertence, que sou invadido e atacado por pensamentos estranhos e sordidos. Como resultado, sinto desdém por mim mesmo e duvido de minha integridade.

(...)

Quando Nietzsche chorou. (Irvin D. Yalom)

posted by Digão at 18:50
Senta no troninho e pensa!

Terça-feira, Maio 22, 2007


música. música.
tênis. tênis.
dona clara. dona clara.
livros. livros.
buteco. buteco.
piada sem graça. piada sem graça.
muito. muito.
muito. muito.
muito. muito.
galo doido. galo doido.
pequenas coisas. pequenas coisas.
bonanza. bonanza.

prosa. poesia.
são diferentes, mas da sua poesia vem a minha prosa.
pensa. não pensa.
impulsivo. penso nas consequencias, mas, geralmente, ignoro.
números. letras.
os numeros não são magicos como as palavras.
paciência. pressa.
paciencia no semblante. sou urgente, mesmo que devagar.
cerveja. sprite.
sou mais a caipirinha. nunca gostei de cerveja.
espera. desespera.
não espero, vivo a angustia; pra mim isso é desesperar.
cala. fala.
não sou explicito, mas não guardo para mim.

(...)


é de praxe você estar com a razão, contudo, acho que nossas semelhanças vão além do que voce pensa...
e, as diferenças, existem três grandes, e você nem ao menos mencionou:
sem fé. beata (mesmo em outras praças, beata!)
espectador. artista (magica de todas as artes!)
medo. coragem (astucia, inovaçao, segurança!)
e no buraco, eu ganho.

posted by Digão at 18:15
Senta no troninho e pensa!

Quarta-feira, Maio 09, 2007


Qual é a solução de quem não quer perder aquilo que se tem, mas fecha a mão por que ha de vir?

Eu continuo sentado, sem tempo... E ja ando mesmo sem vontade.

Tantos dilemas, e agora vejo que se repetem. Vejo que sou fraco, e é ruim admitir isso. Condeno o medo, mas sou inseguro, condeno a falta de atitude e continuo parado, condeno a indecisão e não me decido... Acho que me condenei. E dessa sentença não tenho como escapar.

Et à l'hasard, je promène dans un parc où les enfants chantent et dansent la danse des canards... Comme dans une fête de juin, ils se donnent par les bras, font un demi-tour, changent le bras, change la direction et recommencent le même mouvement. Heureux et jolis, ils s'amusent. Mais dans une de ces man¿uvres, pour l'hasard ou pour le manque de chance, leurs bras n'arrivent pas à se rencontrer, et ils partent en directions contraires. Et sans s'arrêter, ils sont de plus en plus loin. Et d'où ils sont parti, personne n'écoute plus la chanson.

Ja não me importa a gramatica e me arrisco no francês. Porque pelo português eu penso demais. Pelo francês eu tenho que pensar mais. E choro.


posted by Digão at 08:44
Senta no troninho e pensa!

Terça-feira, Maio 01, 2007


Queria escrever algo... Mas as palavras não viram frases, as letras não viram palavras, e minhas ideias, de tão bagunçadas, não viram. Desviram.
O Fidel apareceu, e eu estou procurando onde ele estava escondido. E eu na verdade nem sei o que estou fazendo aqui.
A tradicional familia mineira, a cosmopolita cultura francesa, o francês, o inglês, o espanhol, e la longe, bem longe, o português. O português que é brasileiro, que é resultado de muita mistura e mesmo assim ainda não é uniforme. O brasileiro que vem da mudança e não consegue mudar. A mudança que é necessaria, mas não se sabe se é correta, nem se é possivel. O possivel que veio sem o "I'm". I'm. Who am I?
Talvez você possa me dizer. Porque não escrever um Manuel? Te deixo com o Lorão...

você sempre soube que eu não conseguiria
quando a frase acaba tarde, tudo fica pr'outro dia
você sempre soube, eu não sabia
toda tarde acaba em melancolia

às vezes não entendo minha própria letra
minha própria caneta me trai
às vezes não entendo o que você quer dizer quando fica calada

você sempre soube (eu não sabia)
quando a frase acaba o mundo silencia
às vezes não entendo onde você quer chegar quando fica parada

posted by Digão at 18:37
Senta no troninho e pensa!

Terça-feira, Abril 17, 2007


Me surpreendi quando uma amiga, ha poucos dias, me falou que estava de intercâmbio em Cuba. Diferente. E me atiça a curiosidade pois meus conhecimentos da ilha de Fidel se restringem à fama dos charutos e da medicina, e ao embargo econômico americano. Uma pais verdadeiramente interessante e que eu gostaria de conhecer.

Ela estava sem tempo e conversamos pouco. E nesse pouco me esqueci lhe perguntar do Fidel. A ultima noticia que vi foi de um tombo antes ou depois de um discurso. Fidel me preocupa.

Certa ou não, sua politica consegue estabelecer uma ordem, e a ordem é o passo inicial para qualquer triunfo. A sua saida de cena, independente do que vira a longo prazo, trara uma anarquia. Fico imaginando a quantidade de pessoas que não irão brigar por tal poder, sem falar nas repercussões internacionais.

O sue tombo poderia ser interpretado, metaforicamente, como começo da sua queda? Ou seria so idade? O tempo judia. E o isolamento da ilha não ajuda. Meu avô, ha duas semanas, quebrou uma costela. Ainda bem que ele não estava na fazenda.

Agora escrevendo, me tomo conta de que não tenho ideia formada do sistema cubano. Alias, não tenho nem conhecimento de causa para tê-la.

De um lado vejo Fidel como grande governador, carismatico, num sistema promissor mas limitado. Do outro lado vejo a aberura a novas possibilidades, uniformisando-se como os demais. As duas podem funcionar, a questão é que deve ser bem escolhido, com consciência, e prestes a assumir as consequencias. Caso contrario irão culpar a escolha, sem nem saber o que daria a outra.

Boa sorte à Fidel. Bom sorte à Cuba.
Que tempo e sorte entrem em harmonia.

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