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Um blog de uma pessoa que está sempre cercada de gente, mas mesmo assim se sente sozinha e talvez por isso goste de escrever sobre o que pensa e o que faz...
Na verdade é uma válvula de escape pra um coração tão complicado...
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Terça-feira, Abril 17, 2007
Me surpreendi quando uma amiga, ha poucos dias, me falou que estava de intercâmbio em Cuba. Diferente. E me atiça a curiosidade pois meus conhecimentos da ilha de Fidel se restringem à fama dos charutos e da medicina, e ao embargo econômico americano. Uma pais verdadeiramente interessante e que eu gostaria de conhecer.
Ela estava sem tempo e conversamos pouco. E nesse pouco me esqueci lhe perguntar do Fidel. A ultima noticia que vi foi de um tombo antes ou depois de um discurso. Fidel me preocupa.
Certa ou não, sua politica consegue estabelecer uma ordem, e a ordem é o passo inicial para qualquer triunfo. A sua saida de cena, independente do que vira a longo prazo, trara uma anarquia. Fico imaginando a quantidade de pessoas que não irão brigar por tal poder, sem falar nas repercussões internacionais.
O sue tombo poderia ser interpretado, metaforicamente, como começo da sua queda? Ou seria so idade? O tempo judia. E o isolamento da ilha não ajuda. Meu avô, ha duas semanas, quebrou uma costela. Ainda bem que ele não estava na fazenda.
Agora escrevendo, me tomo conta de que não tenho ideia formada do sistema cubano. Alias, não tenho nem conhecimento de causa para tê-la.
De um lado vejo Fidel como grande governador, carismatico, num sistema promissor mas limitado. Do outro lado vejo a aberura a novas possibilidades, uniformisando-se como os demais. As duas podem funcionar, a questão é que deve ser bem escolhido, com consciência, e prestes a assumir as consequencias. Caso contrario irão culpar a escolha, sem nem saber o que daria a outra.
Boa sorte à Fidel. Bom sorte à Cuba.
Que tempo e sorte entrem em harmonia.
posted by Digão at 19:49
Senta no troninho e pensa!
Quinta-feira, Abril 05, 2007
Hoje tive um dia dificil
Varias pedras no caminho
Meu pé parecia procurar todas elas
E agora cuido das feridas
Preocupado com minha dor, não vi a tua
Tua, lua, sua alma aflita
Sua de frio nesse calor
E me esquenta com frescor
Tão confusa e tão perdida
Que me mostra minha entrada
Sem encontra tua saida
E se não te falei
Não foi por mal
Não foi por nada
Nada foi por acaso
Mas o acaso das suas palavras
Ternas, singelas, oportunas
Me acolhem mesmo despreparado
E em versos tolos e assimetricos
Deixo minha prosa
Pois não importa o que eu diga
Importa que tu me escuta
posted by Digão at 20:05
Senta no troninho e pensa!
Segunda-feira, Abril 02, 2007
Eu, caipirinha.
E la estava ela, em cima da mesa, no seu lugar.
Nem um outro ambiente seria mais apropriado.
A cada toque ela deslizava no vidro. E dançava.
E do gelo se fazia transpirar por fora.
Consumida pouco a pouco, nunca se chega ao fim.
Não há um fim.
Ela apenas se renovara para la estar novamente.
E ser feliz sem saber porquê.
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