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Um blog de uma pessoa que está sempre cercada de gente, mas mesmo assim se sente sozinha e talvez por isso goste de escrever sobre o que pensa e o que faz...
Na verdade é uma válvula de escape pra um coração tão complicado...
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Quarta-feira, Maio 30, 2007
Chove!
Pingos grossos escorrem na janela.
Queriam entrar...
Apenas o vento consegue.
Entra violento e tudo congela...
Ja não preciso de cortinas:
A cidade luz esta sombria!
Ruas desertas, vazio!
Pessoas vazias, deserto!
O café não esta quente o suficiente.
Tampouco forte.
Eu também ja não o sou.
E meu pobre abajour...
Cria mais sombras do que ilumina.
E essa chuva...
Fraca, fria, incômoda. Incomoda.
Apenas acentua o desespero.
Desespero este, de falar do tempo.
Pois não ha mais nada a se dizer.
posted by Digão at 12:54
Senta no troninho e pensa!
Sexta-feira, Maio 25, 2007
- Peço-lhe que me cure do desespero.
- Desespero? Que tipo de desespero? Não vejo nenhum desespero.
- Não na superficie. Ali pareço viver uma vida satisfatoria. Mas, sob a superficie, reina o desespero. O senhor pergunta que tipo de desespero? Digamos que minha mente não me pertence, que sou invadido e atacado por pensamentos estranhos e sordidos. Como resultado, sinto desdém por mim mesmo e duvido de minha integridade.
(...)
Quando Nietzsche chorou. (Irvin D. Yalom)
posted by Digão at 18:50
Senta no troninho e pensa!
Terça-feira, Maio 22, 2007
música. música.
tênis. tênis.
dona clara. dona clara.
livros. livros.
buteco. buteco.
piada sem graça. piada sem graça.
muito. muito.
muito. muito.
muito. muito.
galo doido. galo doido.
pequenas coisas. pequenas coisas.
bonanza. bonanza.
prosa. poesia.
são diferentes, mas da sua poesia vem a minha prosa.
pensa. não pensa.
impulsivo. penso nas consequencias, mas, geralmente, ignoro.
números. letras.
os numeros não são magicos como as palavras.
paciência. pressa.
paciencia no semblante. sou urgente, mesmo que devagar.
cerveja. sprite.
sou mais a caipirinha. nunca gostei de cerveja.
espera. desespera.
não espero, vivo a angustia; pra mim isso é desesperar.
cala. fala.
não sou explicito, mas não guardo para mim.
(...)
é de praxe você estar com a razão, contudo, acho que nossas semelhanças vão além do que voce pensa...
e, as diferenças, existem três grandes, e você nem ao menos mencionou:
sem fé. beata (mesmo em outras praças, beata!)
espectador. artista (magica de todas as artes!)
medo. coragem (astucia, inovaçao, segurança!)
e no buraco, eu ganho.
posted by Digão at 18:15
Senta no troninho e pensa!
Quarta-feira, Maio 09, 2007
Qual é a solução de quem não quer perder aquilo que se tem, mas fecha a mão por que ha de vir?
Eu continuo sentado, sem tempo... E ja ando mesmo sem vontade.
Tantos dilemas, e agora vejo que se repetem. Vejo que sou fraco, e é ruim admitir isso. Condeno o medo, mas sou inseguro, condeno a falta de atitude e continuo parado, condeno a indecisão e não me decido... Acho que me condenei. E dessa sentença não tenho como escapar.
Et à l'hasard, je promène dans un parc où les enfants chantent et dansent la danse des canards... Comme dans une fête de juin, ils se donnent par les bras, font un demi-tour, changent le bras, change la direction et recommencent le même mouvement. Heureux et jolis, ils s'amusent. Mais dans une de ces man¿uvres, pour l'hasard ou pour le manque de chance, leurs bras n'arrivent pas à se rencontrer, et ils partent en directions contraires. Et sans s'arrêter, ils sont de plus en plus loin. Et d'où ils sont parti, personne n'écoute plus la chanson.
Ja não me importa a gramatica e me arrisco no francês. Porque pelo português eu penso demais. Pelo francês eu tenho que pensar mais. E choro.
posted by Digão at 08:44
Senta no troninho e pensa!
Terça-feira, Maio 01, 2007
Queria escrever algo... Mas as palavras não viram frases, as letras não viram palavras, e minhas ideias, de tão bagunçadas, não viram. Desviram.
O Fidel apareceu, e eu estou procurando onde ele estava escondido. E eu na verdade nem sei o que estou fazendo aqui.
A tradicional familia mineira, a cosmopolita cultura francesa, o francês, o inglês, o espanhol, e la longe, bem longe, o português. O português que é brasileiro, que é resultado de muita mistura e mesmo assim ainda não é uniforme. O brasileiro que vem da mudança e não consegue mudar. A mudança que é necessaria, mas não se sabe se é correta, nem se é possivel. O possivel que veio sem o "I'm". I'm. Who am I?
Talvez você possa me dizer. Porque não escrever um Manuel? Te deixo com o Lorão...
você sempre soube que eu não conseguiria
quando a frase acaba tarde, tudo fica pr'outro dia
você sempre soube, eu não sabia
toda tarde acaba em melancolia
às vezes não entendo minha própria letra
minha própria caneta me trai
às vezes não entendo o que você quer dizer quando fica calada
você sempre soube (eu não sabia)
quando a frase acaba o mundo silencia
às vezes não entendo onde você quer chegar quando fica parada
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